Mina das caronas 9

Oi pessoal. A Luana está passando um tempo no Peru e, infelizmente, durante esse tempo, não poderá escrever a coluna “Mina das Caronas”. Uma pena, para nós, que ficaremos sem suas histórias, mas ela está vivendo outras.

Por Mateus

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Mina das caronas 8: Na faixa

Guarda do Embaú – SC

Tchau Floripaaaa!

Depois de um longo mês em Florianópolis, usufruindo da ilha da magia, decidi ir embora. Passei dias pensando em como iria atravessar Floripa só de carona (me faltava grana), até chegar em Guarda do Embaú. Fui para o ponto de ônibus na intenção de o motorista me deixar entrar sem pagar (muito óleo de peroba nessa minha cara rs) e sim, consegui. Lá se foram três ônibus até chegar no centro (lembrando que eu tinha só R$3,35 e ainda teria que trocar de plataforma para pegar um ônibus que me levasse até a BR-101). Troquei de plataforma e lá fui informada que o bus que eu tinha que pegar custava R$5,60… E ai? Senta e chora? Claro que não! Já me ouviu dizendo “No final tudo dá certo”?

Fui direto ao moço perguntar se tinha alguma chance deu pagar só R$3,35 e deixar morrer o resto que faltava kkk (sim, eu fiz isso) e ele, obviamente, disse que NÃO. Óbvio. Mas, papo vai e papo vem, conversamos, rimos, ele me fez mil perguntas e por fim tirou o cartão dele do bolso e passou na roleta pra mim. Confesso que nem acreditei, mas entrei no bus e cheguei na BR-101 (me deixou em Palhoça). Fiquei uma hora pedindo carona, até que o primeiro caminhoneiro, super gente boa (até me deu um refrigerante pra viagem haha). Cheguei na entrada que vinha pra guarda e fiquei uns 20 minutos até a próxima carona parar. Era um carro com três pessoas que parou, aí quando eu fui pegar a mochila eles foram embora (fiquei chateada), mas aí eles voltaram e pararam de novo.

Enfim, cheguei em Guarda. Fui dar um rolé, passar em alguns campings, mas nada. Andei pra caramba e, por fim, apareceu o camping do Baiano, era minha ultima tentativa… Pedi pra trampar e ele não quis, só falou “pode ficar lá à vontade”. Me deu um chalé com um quarto, com cama de Casal e tudo. Só precisei me deitar e então agradeci ao universo. Não sei explicar como isso acontece na minha vida…

Gasto da viagem: R$0,00.

Por Luana

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Mina das caronas 7: Permita-se

Gran Chaco – Bolívia

Se passaram oito horas e eu só teria que andar 100 quilômetros para trocar de província, mas ninguém me dava bola. Então resolvi andar, mesmo sabendo que a próxima cidade estava a 40 quilômetros. Aí apareceu uma mulher e me mandou entrar, disse que seria impossível alguém me levar e eu não poderia ir caminhando. Ela morava ali perto e a gasolina estava na reserva, logo, ela não poderia me levar para muito longe. Eu estava com fome, sede e muito irritada, mas escolhi estar ali, então eu teria que me virar pra sair. Pensei, pensei e resolvi fazer uma placa pra voltar para Salta, capital e, de lá, ir para a autopista. Foi então que parou um cara, que estava indo pra Salta, e eu andei uns quilômetros com ele, em direção à pista, onde em 10 minutos um caminhoneiro parou.

Em 5 minutos já éramos amigos de infância. É serio, muita sincronização. Em 10 minutos, ele me chamou para ir para a Bolívia com ele, para buscar banana, e disse que depois me levaria até Jujuy de novo. É claro que eu aceitei. Estou aqui na Bolívia, um calor de 38º. Parece que estou abraçando o sol, mas estou bem. Daqui a uns dias volto para a Argentina. Permita-se.

Por Luana

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Mina das caronas 6: Só agradecer

San Marcos Sierras – Córdoba – Argentina.

“Estabilidade pra mim é doença.”

Disse a menina de 19 anos que não sabia porra nenhuma da vida, não é casada, não tem filhos e nem contas para pagar. E então eu lhe perguntei o que é ter estabilidade.

“Ter mais dinheiro. Pra consumir, comprar coisas desnecessárias, gastaaaar gastaaaar.”

A maioria das pessoas que conheço que falam de estabilidade tem um teto, comida todo dia, tem tudo que alguém lá no outro lado do mundo tanto deseja. Mas é difícil parar de querer mais e simplesmente agradecer ao universo pela luz, água, comida e o tantão de outras coisas que não faltam.

Saí por aí com uma mochila e uns trapos dentro, sem saber o que iria comer, tampouco onde iria dormir e nem se iria conseguir a carona milagrosa até a próxima cidade… Sem saber se amanhã iria estar viva ou se algum covarde atearia fogo no meu corpo enquanto eu dormia. Mas quem sou eu pra falar não é mesmo? Não pago aluguel, não pago luz e nem o maldito gás que todo mês aumenta o preço. Até pra comer tenho que pagar, que merda!!! Minha carteira de trabalho nunca foi assinada, um trampo aqui, um trampo lá e amanhã? Pode nem chegar!

Quando eu era menorzinha, diziam que eu tinha que ser alguma coisa, uma médica, uma veterinária, qualquer coisa, mas alguém na vida. Eu cresci um cadinho e fiquei sabendo que eu poderia ser nada também, e eu quis. Acordar a hora que quiser, trabalhar com o que eu gosto pra conseguir algo, pegar umas caronas, me jogar no mundo, dormir na praia e dançar até o sol raiar… Isso se chama privilégio e hoje eu já agradeci por tê-los. Agradeci por poder dormir tranquilinha, sem me preocupar com a fatura do cartão no final do mês.

Agradeci, porque agradecer é melhor do que reclamar.

Por Luana

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Mina das caronas 5: Bons ventos

Galinhos – RN.

Ao poucos fui percebendo que tudo tinha um porquê. Às vezes fico 40 minutos para conseguir uma carona e, quando alguém para, a pessoa está indo para o mesmo lugar que eu (às vezes mudam a rota para me levar e garantir que vou ficar bem). Ontem, acordei cedo e fomos fazer um passeio pela cidade de Natal, tour grátis (maravilha Hahaha), e depois de um belo almoço fui para a estrada. Em 5 minutos, a primeira carona (2 quilômetros). Andei uns 300 metros até achar um lugar com acostamento e se passaram 5, 10, 20 minutos, meia hora e… Nada! Só depois de 40 minutos que alguém, enfim, parou. Não me lembro o nome dele, só sei que estava indo para o aeroporto e foi mais do que a rota do aeroporto para me deixar em um lugar mais à frente. Pense em um lugar muito deserto, era debaixo de um viaduto que parecia que tinha acabo de ser construído e nenhum alma viva! (kkkk) Xinguei, xinguei, reclamei, gritei… Passaram 15 minutos e consegui a terceira carona do dia. Foram 2 horas e o cara me deixou na cidade de Pedra Grande. Disse que teria carona para Galinhos, Ok!!! Peguei carona com um ônibus até Caiçara e, chegando em caiçara, descobri que sim, dava mesmo para ir até Galinhos, mas só de manhã, quando a maré está baixa e o carro consegue passar. Entrei em desespero. Já estava escurecendo e eu nem tinha aonde dormir. Pensei: ferrou! Ainda dentro do ônibus, pedi, à uma menina, mais informações, o motorista já estava dando um jeito para eu ficar na garagem do ônibus e foi aí que a menina perguntou se eu queria passar a noite na casa dela. Tinha dois lugares para dormir e eu, obviamente, escolhi dormir na casa dela. Pronto, banho, tapioca e uma cama quentinha… E não foi só isso: o vizinho dela tinha um Buggy e ela pediu para ele me levar a Galinhos pela manhã.

Resumindo, ganhei um passeio de Buggy pelas dunas de Galinhos (grátis), eu nunca tinha andado de Buggy por não ter dinheiro e, pela ironia do destino, andei de graça.

Escrevo esse texto dentro da minha quinta carona em 24 horas. São 10:29 da manhã, do dia 15 de fevereiro de 2016. Ela vai me levar até a Serra do Mel e, de lá, vou para Canoa Quebrada.

Bons ventos e muita positividade para mim.

Por Luana

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Mina das caronas 4: Ruta

Tucumán – Argentina.

O despertador tocou, tinha que levantar e trabalhar pela minha estadia. Ele falou pra varrer tudo e, por fim, ganhei uma bolha na mão que, por sinal, ardia muito. Depois de algumas horas, tomei um banho e parti assim mesmo, sem ao menos dar tchau e nem me despedir, eu odeio despedidas e, quando você for sair da minha vida, não me avise! Era meio dia e já havia dois mochileiros pedindo carona, andei um pouco e fiz uma placa. Ouvi música, cantei, ri sozinha, chorei de saudade, deu tempo de dançar e comer os últimos biscoitos que sobraram. Se passaram três horas e ninguém parou, resolvi andar para pedir água ou almoço (rs). Não havia NADA além de mansões, nas quais os portões eram tão longe da casa que era impossível chamar. Continuei andando e ouvi barulho de caminhão, torci para que parasse. Aham, parou! Lá se foi uma hora e alguns minutos entre cerros imensos, que pareciam que iriam engolir meu corpo. Eram lindos, maravilhosos. Todas as palavras bonitas serviam pra esse lugar, espetacular!

Chegamos! O caminhoneiro fez questão de me dar dois pacotes de biscoitos que ele estava carregando pra Santa Maria. Enchi minha garrafa de água em um posto e segui andando, não passava nada, nem ninguém. Era como se eu estivesse em um deserto: não havia nuvens no céu e a temperatura parecia estar em uns 40ºC. Tampouco havia sombra. Comecei a escrever na placa e surgiu uma van, fiz sinal e eles só riram. Quando estava terminando de escrever vi que eles estavam dando ré (ufa!), surgiu então um sorrisão no meu rosto. Eram cinco homens, aham cincooooo homens. Entrei meio desconfiada e eles me fizeram várias perguntas. Tive medo, vontade de descer, pensava mil coisas em cada segundo. Mas, ainda bem, em nenhum momento falaram ou fizeram algo. Eles estavam trabalhando na ruta, instalando rede de TV, telefone e internet. Gostavam de ouvir funk e outras músicas brasileiras haha. Eles paravam em muitos postes e isso fez a viagem demorar ainda mais. Mas não importava, porque eles iriam me levar onde eu estava indo. Chegamos, nos despedimos e fui. E a pergunta que me faço quando chego em alguma cidade é sempre a mesma: “Onde vou dormir?”

Pergunta difícil, nunca sei meu destino. Sentei na praça e fiquei pensando, levantei pra procurar algum camping que fazia voluntariado. De repente, alguém me gritou. Era um homem e ele riu pra mim. Tinha alguns folhetos na mão e eu já sabia o que era. De tanto insistir eu fui com ele até o hostel. Tive vontade de correr de tão chique que era, eu nem sei lidar com coisas desse tipo. Mas ele insistiu e, com meu portunhol, expliquei que não tinha grana. Conversa vai e vem e ele acreditou em mim, topou me deixar lá em troca de alguma coisa. Me disse que eu tinha que andar muito cheirosa e arrumada, pois ali havia muitos gringos, com muita plata hahah. Eu olhei pra ele e só respondi: ok! Ele então me convidou para jantar com ele e com os outros gringos. Eu nem queria, mas eu estava há tantos dias sem comer direito que topei.

Estou acordando e tendo as cordilheiras como vizinha, eu nem sei explicar como.

Por Luana

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Mina das caronas 3: Hermanos

Córdoba – Argentina.

Sorriso de quem conseguiu chegar até a fronteira, nem passava pela minha cabeça que iria chover justo na hora que desci da minha carona, que me trouxe até o lado argentino. Roupas molhadas, bota molhada, foi aí que eu me lembrei do meu guarda-chuva, que ganhei lá em Floripa e não trouxe (esqueci). Em meio àquela água vindo do céu e molhando tudo que eu tinha, apareceu um caminhoneiro, fazendo sinal para que eu entrasse no caminhão. Ufa, até ganhei uma toalha pra me enxugar. Ele até me perguntou se eu estava com fome… hummmm, eu sempre estou com fome. Ganhei 3 sanduíches e um copo de alguma coisa, que eu não sei se era suco ou refrigerante, tinha um sabor diferente no qual meu paladar não estava acostumado. A chuva já havia estiado um pouco, aí eu agradeci a carona e fui embora.

Lá se passaram 6 horas, muito sol e muita chuva, dizem que é casamento de viúva, se é verdade eu não sei, só sabia que queria chegar logo em Córdoba. Foram tantas horas ali, que os policias argentinos já me conheciam, até ganhei um pacote de biscoitos de um deles. Surgiu então um brasileiro (que acho que ele caiu do céu) que aceitou me levar até a próxima cidade e me deixou no posto. Ele pagou alguns pesos para que eu pudesse tomar banho e até fez comida, com direito a feijão. Na manhã seguinte, ele foi me acordar, perguntando se eu queria que ele me deixasse em Buenos Aires.

Chegando em Rosário, eu me perdi, o outro caminhoneiro tinha me deixado lá no meio da cidade e todas as pessoas que eu pedia informações me diziam que eu seria roubada. Me apavorei. Me mandaram para a ruta 9, mas eu queria ir para auto pista. Ai ai, lá se foram quilômetros e quilômetros… até ganhei umas bolhas no pé, uma delas inflamou. Entrei, bem cansada, em um posto e fui recebida com um sorriso lindo de uma garçonete e, com a maior educação, ganhei um copo d’água bem gelado e ela até me pediu para que eu sentasse um pouco para descansar.

Agradeci e segui, já passava das cinco da tarde e ainda faltavam 300 quilômetros. Pedi para que outro caminhoneiro me levasse até a Villa Maria onde eu pudesse dormir. Chegamos já quase às 21:00, montei minha barraca e dormi.

Por Luana

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Mina das caronas 2: Insegurança

Bauru – SP.

Era mais um dia de viajar de carona e o que mais me impressiona é que eu nunca estou preparada. Até hoje sinto medo: um frio na barriga, a mão gelada e o coração acelerado, sempre torcendo para que tudo termine bem.

Já passava das nove da noite quando desci da última carona que me deixou em Bauru, São Paulo. Como não havia aonde ficar, pedi ao caminheiro que me deixasse na polícia rodoviária que, por mais incrível que pareça, não me deixou montar barraca pra dormir. Disseram que era perigoso e, para minha segurança, eu não poderia. Foi aí que eu comecei a pensar em que ponto chegamos, onde nem perto de policiais estou segura. Nem na estrada, na escola, na balada ou até mesmo em casa. Não podia acampar, mas podia usar o banheiro e até me ofereceram jantar, o que foi bom, pois minha barriga já estava roncando. Fazia frio e o que eu mais queria era dormir. Tinha medo que alguém levasse minhas coisas ou, pior, tinha medo que alguém fizesse algo comigo. Mas continuei ali ate amanhecer e passei bem!!!!

Por Luana

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Mina das Caronas 1: De Fortaleza à Jericoacoara

Pessoal, temos novidade no 4feel! Há alguns meses, li uma matéria, em um jornal local sobre uma menina de 19 anos que, “cansada de trabalhar para pagar contas”, decidiu desbravar o mundo, pedindo carona. Com apenas 40 reais no bolso, conheceu mais de 150 cidades e 4 países. Essa história me emocionou, eu comecei a segui-la nas redes sociais e agora ela vai escrever suas histórias semanalmente aqui, no 4feel. Então, vamos à primeira:


Jericoacoara – CE.

Depois de passar três dias em Fortaleza, conhecendo a cidade de bicicleta, convivendo com minha anfitriã, aprendendo as culturas e os costumes, era hora de partir para Jeri.

Fui para um ponto onde teria que pegar um ônibus que me deixasse na BR. Primeiro eu não tinha a grana do ônibus, aí pedi para um motorista me deixar entrar sem pagar e ele disse que não podia. Uma das passageiras se ofereceu para pagar e então eu entrei no ônibus e fiquei sentada perto do motorista. Logo já começamos a conversar, contei o por quê de estar ali e para onde eu iria. Ele colocou a mão no bolso e tirou R$2,00 e logo chamou o cobrador, pediu que ele trouxesse R$10,00 e me deu para pegar o próximo ônibus. Desci agradecida e logo fui para outro ponto.

Assim que entrei no ônibus o cobrador não tinha troco, então teve que me levar de graça (haha). Andei, aproximadamente uns 5 quilômetros, e me perdi, errei a BR. Consegui entrar em outro ônibus e abri a boca pra chorar, todos quiseram me ajudar (eu nem estava tão perdida assim). O motorista me deixou perto de uma PRF e quando cheguei começou a chover (nada de carona). Passou a chuva e voltei a estender meu dedão. Consegui uma carona para uma cidade bem próxima de Jeri. Chegamos la à noite e dormimos em um posto de gasolina.

Na manhã seguinte, peguei uma van que me levou até outra cidade, ainda mais próxima. Consegui uma carona por 10 quilômetros e fiquei com uma placa escrito Jeri. Se passaram 1, 2, 3, 4, 5, 6 horas e ninguém parava. Havia um posto e uma lanchonete, onde me convidaram para almoçar, e pude tomar banho. 7, 8 horas se passaram e aí surgiu um caminhão indo para Jijoca, foi a dona da lanchonete mesmo que pediu para que ele me levasse. Chegando em Jijoca dormi em um restaurante onde consegui tomar outro banho e ainda consegui a janta. Na manhã seguinte, soube que para chegar em Jeri, só de Buggy ou 4×4.

Consegui, com alguns homens que estavam indo levar alimentos, eles disseram que podiam me dar uma carona até lá. Chegando na cidade, procurei um lugar para montar minha barraca e conheci um homem. Começamos a conversar e ele ficou bastante preocupado com o fato de eu dormir ali, naquele local. Então ele foi embora e depois de alguns minutos voltou, dizendo que tinha arrumado um camping pra eu ficar quantos dias eu quisesse. Como eu só iria ficar 3 noites, ele mesmo se ofereceu para pagar (o primo dele era dono do camping). Ele levava comida pra mim e, quando eu não me virava, fazia algumas coisas que estavam na minha mochila (macarrão e ovo, haha). Mas eu finalmente estava em Jeriiiiiii!!!!!!

O mesmo homem que me levou em Jeri, me deu um passeio grátis para a Lagoa do Paraíso. Conheci as dunas, a pedra furada e outras belezas de Jeri. Também conheci Yoga e ainda fiz uma aula. Aprendi algumas coisas sobre plantas medicinais, fiz vários amigos, pude compartilhar conhecimentos, contar histórias e ouvir muitas também.

Por Luana

Algumas fotos:

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