Pose

Paraty – RJ, 13/04/2017.

“Água!
Água!
Que divertido!
Que legal!
Que alegria!
Adoro isso!
É a melh…

Opa..

A foto!”

Por Mateus


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Pronto! Fácil né?

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Civilizado

Buenos Aires, Zoologico de Buenos Aires, 10/09/2011.

Presas amoladas,
defesas obsoletas,
selvagens domesticados,
em ambientes simulados.

Rebeldia padronizada,
comportamento condicionado,
vida assistida,
liberdade delimitada.

Predadores pedintes,
ameaça ao avesso,
outrora espantava inimigos,
agora diverte crianças.

Por Mateus


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Conveniente 

São Lourenço – MG, Quinta do Cedro, 01/12/2016.

A Páscoa é uma das festas mais antigas do mundo. Tão antiga que não se conhece sua origem, apesar de ser claro que começou a ser celebrada no hemisfério norte. Antigamente, durante a quaresma, período de jejum que antecede a Páscoa, não se comia carne, tampouco os ovos dos animais. Logo, ao fim da quaresma, existiam muitos ovos disponíveis para serem comidos, pois a “produção” não parava. Devido a essa abundância, os ovos naturalmente se tornaram um dos símbolos mais marcantes dessa festividade.

E quem traz os ovos de Páscoa?
Os coelhos!

Mas como um animal que não põe ovos pode trazê-los?
A explicação é a mesma do frágil alimento: associação. A reprodução dos coelhos se dá na mesma época em que a festa acontece: a primavera, ao norte da Terra. Como esses lindos bichinhos são excelentes procriadores, logo deixavam os campos lotados de filhotes durante esse período.

Assim como os ovos, os coelhos, por serem abundantes durante a celebração, tiveram sua imagem atrelada à mesma. Daí à história de que os coelhos é que trazem os ovos foi questão de tempo. A presença simbólica dos animais passou a ser explicada por conta de sua fertilidade, assim como os ovos por trazerem vida dentro de suas cascas. Ambos como símbolos de renascimento, de vida.

Pura conveniência.

Por Mateus


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Resto

Chiador – MG, 04/09/2016.

– “Eu jogo comida para os canarinhos e aparece esses pássaros pretos feios. Cruz credo!”

Por Mateus


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Predador

Vitória – ES, Parque Botânico Vale, 28/05/2016.

Paciência,
sangue frio,
paciência…

Resistência,
horas passadas,
não sentidas,
pensadas,
friamente calculadas,
estratégia aperfeiçoada,
perfeitamente adaptada,
aprimorada por anos.

Predador,
presas fáceis,
batendo à porta,
topo da cadeia alimentar,
até que alguém mais forte apareça.

Por Mateus


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Mestiços

São Lourenço – MG, Quinta do Cedro, 01/12/2016.

De olhos bem negros,
de pelos clarinhos,
mucosas rosadas,
eu sou bem branquinho.

Mas e o fundo?

O fundo eu não enxergo.

 No fundo, você é preto.

Por Mateus


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Trincados

Paraíba do Sul, Parque das águas minerais Salutaris, 09/08/2015.

Em bando,
mergulhados,
pupilas dilatadas,
vestindo a mesma cor,
aos berros em uníssono.

Determinados,
mas sem qualquer senso crítico,
pagando a si mesmos.

Quack!

Por Mateus


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Adaptação

Buenos Aires, Zoologico de Buenos Aires, 10/09/2011.

Adaptar-se,
ajustar-se ao meio,
quebrar as barreiras,
fazer parte do sistema.

Adequar-se à cadeia,
tornar-se o mais apto,
evoluir,
sempre com mais eficiência.

Moldar-se às necessidades,
apresentar mais recursos que o concorrente,
competir com mais competitividade,
mesmo que, para isso, seja necessário se tornar bizarro.

Por Mateus


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De bobeira

Juiz de Fora – MG, 26/12/2015.

Longe, bem longe, isolado de tudo. Dezenas de metros sozinho e com o olhar distante, perdido na paisagem, sugerindo abstração, escondendo o foco, livre, é verdade, mas só porque a atenção está difusa.

Pronto, sensível a qualquer estímulo visual, preparado para romper o silêncio com o bater das suas asas. Mas ainda imóvel, à espera da presa. Olhos ajustados, instrumentos óticos naturais, sofisticadas pupilas fazendo vezes de lentes poderosas.

A caça usada como escape, as expectativas transferidas e as frustrações usadas como combustível. Toda raiva é então convertida em eficiência. Pelo menos algo de bom, ainda que pouco, precisa sair.

Por Mateus


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Deu onda

Chiador – MG, 17/07/2016.

No meio da multidão, alguém se destaca
rodeado de iguais, um diferente,
não tão diferente,
mas também não tão igual.

Sem explicação,
sem motivo aparente,
rouba a cena,
pelo menos a cena particular.

Os olhos se perdem,
hesitantes, ameaçam mudar de foco,
quando, de repente:
os olhares se cruzam.

A partir daí, cada história é uma história.

Por Mateus



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Sinistro

Buenos Aires, Zoologico de Buenos Aires, 10/09/2011.

Desconhecidos para alguns brasileiros, apesar de quase íntimo para assinantes do Discovery Channel, o dragão de Komodo é, sem dúvida, o animal mais assustador do planeta. Enorme, chegando a medir mais de dois metros de comprimento e quase meio metro de altura, pesado, ultrapassa facilmente os 100 quilos, e, por isso, possui passos lentos, desengonçados e ameaçadores. Assusta pelo caminhar mas é sua aparência que causa mais medo, de fato é um bicho horrível.

Sua aparência dantesca não engana, além de feio é perigoso. Por ser um animal que se alimenta de carniça, possui uma colônia de bactérias variada em seu sistema digestivo (desculpe, mas não dá!) e, por conta disso, sua saliva é cheia delas, causando infecção severa nas vítimas de suas mandíbulas. Durante muito tempo se pensou que a saliva fosse a única responsável por sua mordida fatal, mas recentemente descobriu-se que, além dela, o réptil também é venenoso. É… desgraças sempre vêm acompanhadas… Pobre do animal que for mordido pelo dragão de Komodo…

Para completar o combo de terror, o lagarto gigante consegue se reproduzir por partenogênese. Característica presente principalmente em insetos, como abelhas e vespas, e alguns poucos anfíbio. As fêmeas do dragão, na ausência de machos, conseguem se auto-fecundar, gerando filhos machos. Dessa forma, basta uma única fêmea para que o animal continue reinando em uma determinada região, pois ela irá gerar um macho e, após algum tempo, procriar com o mesmo, dando origem a uma nova colônia.

Komodo, uma das muitas ilhas da Indonésia, é repleta desses répteis que dividem os moradores: divindades ou demônios? Minha opinião? Nunca visitarei a ilha…

Por Mateus


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Desapego

Brumadinho – MG, Instituto Inhotim, 21/04/2016.

Espelhos,
bem-vindos,
valiosos,
moedas de troca,
estimados,

irresistíveis,
desde que se esteja dentro dos padrões.

Por Mateus


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#

Juiz de Fora – MG, 10/04/2016.

#dieta #focoforçaefé #dureza #vegan #fresh #sónafolha #mato #comidaorgânica #nopainnogain #determinação #gratidão #comidasaudável #projetoverão #partiudieta #partiuficarmagra #socorro #healthy #healthyfood #girlpower #comerbem #fibras #foco #reeducaçãoalimentar #bodyfit #tbt #sdv #deusé10 #deusnocomando

Por Mateus


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Presságio

Juiz de Fora – MG, 26/12/2016.

Ler nas entrelinhas, perceber os sinais, identificar o futuro nas pistas que ele nos envia… Diz a lenda que animais são imunes a grandes tragédias pois conseguem identificá-las ao menor ruído e, com isso, procurar abrigo em locais seguros. Nós, seres humanos, por nossa vez, já não temos esse dom. Ou temos, e não o desenvolvemos, ou não ligamos para seus avisos.

Pássaros, por exemplo, ficam visivelmente estressados quando uma tempestade surge no horizonte. Junto com as rajadas de vento e os raios, as aves voam baixo, inquietos e, aparentemente, sem rumo. Em desastres de maiores proporções, dizem que os animais conseguem se antecipar e fugir do local fatídico. De todos os documentários sobre o Tsunami ocorrido no Oceano Índico, em 2004, o que mais me marcou foi justamente um que trazia esse tema. Nele dizia que todos os bichos, que puderam, saíram da praia e se abrigaram em locais mais altos, se salvando, enquanto que os seres humanos… Muitos viram a onda gigante se aproximando e filmaram, deixando para correr quando a mesma já  se encontrava bem perto da praia, como pode ser visto nesse vídeo aqui.

Infelizmente, as pessoas, em geral, são tão desligadas que ao se depararem com uma onda de tamanho absurdo surgindo no Oceano, a primeira atitude é filmar. E essa característica pode ser observada em diversas situações. Cenários óbvios de desastre têm seus sinais ignorados por um desejo momentâneo e, muitas vezes, mesquinho. Como por exemplo, todo o caos, globalmente instaurado, que vivemos hoje em dia é reflexo disso. Atitudes como invadir um país para roubar seu petróleo e desencadear, 15 anos depois, uma guerra civil em várias nações árabes por exemplo, em uma crise sem precedentes na história.

É difícil, mas precisamos esvaziar um pouco a cabeça, direcionar a atenção para o que realmente importa, para os sinais que devem ser levados em conta. Mas, em um mundo com tantas (dis)atrações… é realmente bem complicado!

Por Mateus


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Subversivos

Orlando – FL, 14/10/2016.

Feios,
e vermelhos…
Lindos,
e vermelhos…

Elegantemente desengonçados,
compartilhando alimentos em grupo,
sem distinção de sexo,
direitos e deveres iguais.

Vermelhos,
caçados pela cor,
quase extintos,
cruel ironia.

Norte-americanos,
espalhados pelo continente,
perseguidos,
vermelhos e subversivos.

Por Mateus


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Defensiva

Chiador – MG, 04/09/2016.

Camuflado,
escondido naturalmente,
disfarçado de habitat,
estado de alerta.

Imóvel à ameaça,
sangue frio,
fé em suas escamas,
até que seja descoberto.

Fuga veloz,
passos curtos,
bastante desengonçados,
rumo a um abrigo mais próximo.

Resta uma carta na manga,
só usada em último caso,
caso seja encontrado,
finge-se de morto.

Escondido,
fugitivo,
disfarçado,
covarde…

Por Mateus


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Antagonista

São Lourenço – MG, Parque das Águas, 01/12/2016.

Fim do dia,
a noite se aproxima,
a luz vai perdendo força,
a escuridão aumentando,
a incerteza paira no ar,
no escuro não se vê ao longe,
as pessoas então se recolhem,
cada um em sua casa,
algumas com medo,
outras cautelosas,
separadas,
para isso servem os muros…
Há quem goste.

Por Mateus


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Fundação

Petrópolis – RJ, 16/01/2017.

Casa, sempre casa,
lar, doce lar,
doce como mel, 
“mel” amargo,
estocado em paredes,
regurgitadas, levantadas com suco gástrico,
fibras digeridas, em geometria irregular,
frágeis como castelo de cartas,
escondidas e cobertas,
odiadas e temidas.

Por Mateus


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A serenidade no olhar…

São Lourenço – MG, Quinta do Cedro, 01/12/2016.

Desde sua aparência esquisita até outras características (muitas) exclusivas dessas espécies, o avestruz é, sem dúvidas, a ave mais peculiar de todas. De pernas e pescoço bem compridos, de longe é a maior de toda a classe, pesando entre 90 e 130 quilos e com uma altura que pode ultrapassar os 2 metros. O seu ovo também é enorme, o maior de todos, com 20 centímetros de altura e 1,5 quilos, aproximadamente. Sobre o ovo, a ave demonstra aqui ser, mais uma vez, especial: a fêmea é mais clara e o macho mais escuro, então para camuflar e proteger a cria, ela choca o ovo durante o dia e ele, à noite. Ainda sobre seu corpo, possui asas bem grandes, mas não voa, pois estas são atrofiadas e servem apenas como “leme” em suas velozes corridas.

Sobre seu comportamento, duas atitudes são bem conhecidas: a primeira se refere à sua dieta e a segunda ao seu mecanismo de defesa. Quem nunca ouviu a acusação: “Você parece um avestruz, come até pedra”! Então, essa afirmação é verdadeira. Essas aves realmente engolem pequenas pedras junto com os alimentos, mas não é por gula, elas ajudam na digestão do animal, desdentado como qualquer ave. Por sua vez, a maneira conhecida de com a qual o avestruz se protege de predadores não é real. A lenda diz que, quando em perigo, ele enfia a cabeça em algum buraco no chão, tal como uma criança que, ao tapar os olhos, pensa estar escondida completamente. Convenhamos que, fosse essa sua forma de se proteger, nós nunca teríamos conhecido o avestruz… É muito comum a imagem da ave com a cabeça enterrada no chão, mas supõe-se que algum biólogo ao observar um exemplar da espécie comendo pedras, de longe, possa ser feito a equivocada inferência. Um animal que pode viver até 60 anos, não seria tão estúpido…

Só mesmo uma ave tão grande, rápida e que pode comer até pedras para ter um olhar tão sereno e ao mesmo tempo ameaçador.

Por Mateus


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Aracnofobia

Juiz de Fora- MG, 10/09/2016.

Oito patas,
sempre abertas,
vários olhos,
enormes em proporção,
diversos tamanhos,
todas grandes(!),
muitos formatos,
cada um mais assustador que o outro,
cada uma de um jeito,
mas é sempre a mesma fobia…

Cozinha compartilhada por instantes,
tempo suficiente apenas para a foto,
e também de uma corajosa conclusão:
o lanche pode esperar!

Por Mateus


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Bom-te-ouvir

Juiz de Fora – MG, 26/12/2016.

Uma bela plumagem dourada e um dos mais belos cantos dentre as aves, porém, às vezes, ele está sozinho, longe, tão longe que não há ninguém por perto para admirar seus encantos. Só com muito zoom para descobrir que, mesmo assim, ele ainda continua a cantar…

Ter um blog pequeno é muito gratificante, ver o seu projeto sair do campo das ideias, observar o número de visitantes aumentando a cada dia e perceber que outras pessoas gostam de ler sobre o que você escreve. Mas existe uma pequena frustração comum a muitos donos de blog: os comentários. O número de visitantes, infelizmente, não reflete no de comentários, que são muito importantes para entender para aonde o blog precisa ir. Seja por vergonha, por preguiça ou por desinteresse, os leitores não costumam preencher esse formulário tão estimado pelos blogueiros, mas eu adoraria que vocês o fizessem. O que acham?

Se o problema for vergonha, não fiquem: os comentários podem ser feitos anonimamente ou com pseudônimos e precisam ser aprovados por mim para irem ao ar. Então, se for o caso, é só pedirem para que eu não os publique, e eles ficarão apenas entre nós. Caso seja preguiça, eu só posso pedir para vocês fazerem o esforço, pois o feedback é muito importante, para que eu não publique textos que os leitores não gostem. No início era fácil, eu sabia quais eram todas as pessoas que acessavam o 4feel e o retorno era imediato e pessoal. Agora, com o crescimento, eu gostaria muito de saber o que vocês acham das publicações e também de podermos conversar a respeito das mesmas. Vários leitores enviaram o questionário publicado semanas atrás e isso já refletiu em algumas mudanças sutis por aqui, mas agora eu gostaria de ver isso acontecendo diariamente. Além de que, críticas construtivas são sempre muito bem-vindas.

Então, o que acham de diminuirmos a distância entre nós? Posso contar com vocês? Além do mais, seria legal ver uma maior interação entre os leitores. Quem sabe no futuro não nos transformemos em uma comunidade virtual, até mesmo com publicações dos leitores… Já que chegamos até aqui, não custa nada sonhar mais um pouquinho né? 😉

Por Mateus

Sempre…

Buenos Aires, Zoologico de Buenos Aires, 10/09/2011.

Fim de ano,
início do verão,
o calor tropical castiga os vulneráveis,
sol está escaldante,
o suor escorrendo na pele.

Fim de ano,
filmes de Natal,
inverno na TV,
propagandas refrescantes,
suor escorrendo no alumínio.

Magia em forma de gotas borbulhantes,
tradição em tamanho família,
urso polar armazenando energia,
geladas e abundantes calorias,
suficientes até para um urso.

Sons familiares:
o romper do lacre de metal,
o preencher do copo,
o chiado gaseificado,
o gole na garganta.

Sensações familiares,
sabor inconfundível,
prazer antigo…
Nunca Mais!
Sempre…

Por Mateus

Combinado

Orlando – FL, Seaworld, 14/10/2016.

Dancinhas, danças acrobáticas, sorrisos, representações de agradecimentos, de palmas, arremesso de água na plateia… tudo feito repetidas vezes e entre peixes arremessados em bocas abertas pela expectativa.

O Shamu é o show homônimo às orcas que o estrelam, onde alguns exemplares da espécie exploram uma enorme piscina, sob os comandos visuais dos treinadores e trilha sonora temática, realizando as ações descritas no parágrafo anterior. É realmente impressionante o que esses animais conseguem fazer, o que levanta a dúvida inevitável de que se eles realmente são tão inteligentes, ou se é o método de “aprendizagem” que é mesmo eficaz. De uma forma ou de outra, cada movimento é finalizado com os treinadores dando baldes de peixes às orcas, deixando evidente o processo de adestramento ao qual os animais são submetidos. Os treinamentos já foram expostos em um documentário e existe uma certa pressão para que essa atração acabe. O que seria uma pena, apesar de…

Há quem seja radicalmente contra os parques que exploram animais, há quem adore, mesmo se sentindo incomodado e há quem não ligue a mínima para os supostos maus tratos sofridos por eles. Alheio a opinião de terceiros, os parques seguem ganhando rios de dinheiro, em troca de apresentações onde os protagonistas não têm consciência do que acontece ali e, principalmente, tampouco a opção de escolha. E será sempre assim, pelo menos enquanto a maior parte do público presente se levantar, antes do show começar, e agradecer, por um longo período, às forças armadas norte-americanas. Em um discurso que parece ter sido retirado dos tempos da Guerra Fria, ouvido por pessoas com olhos marejados de orgulho.

O que é combinado, não sai caro. A não ser que uma das partes não consiga falar.

Por Mateus

Panoptes

São Lourenço – MG, Quinta do Cedro, 01/12/2016.

Esse é o último post da série sobre São Lourenço e acho importante apresentar um lugar que muita gente ainda não sabe que existe na cidade: a Quinta do Cedro.

Um lugar afastado do centro, mas ainda perto, (dá para ir a pé) de muita paz, assim como o Parque das Águas, onde se pode fugir completamente de tudo, por algumas horas. Para começar, a entrada é um lindo túnel de flores e, em poucos metros adiante, uma roda d’água. Só nela já dá para ficar uns bons minutos hipnotizado com o trabalho da água caindo e girando a roda, ininterruptamente. Depois de acordar do transe, é hora de ver belas micro-paisagens, como canteiros de flores de extremo bom gosto, outras quedas d’água (sempre relaxantes), um monjolo e uma variedade enorme de animais. Aves como avestruzes e pavões (muitos deles), que dão outro motivo para ficar um tempo considerável admirando a beleza de ambos. Há outros animais também, mas com foco mais infantil, como porcos, hamsters e coelhos. Por falar em crianças, elas podem andar de pônei (!), que inveja…

Já tinha ido outras vezes à São Lourenço e nunca tinha ouvido falar da Quinta do Cedro. Talvez falte divulgação, talvez não nos interessemos tanto assim pelos lugares que vamos. Fiquei sabendo da existência da fazenda logo na primeira conversa com um rapaz do Hotel, o Eduardo. Talvez se tivesse perguntado sobre outros lugares em outras oportunidades na cidade, já tivesse conhecido antes.

Não tem como conhecer bem uma cidade sem conversar com os moradores, senão pelos “macetes” ou lugares a visitar, para conhecer o modo de pensar de quem vive ali. Conhecer o espírito da cidade é a melhor forma de conhecê-la de verdade, e vale muito mais a pena que apenas fazer check-ins em pontos turísticos.

Em tempo, enquanto a praça do Parque das Águas estava abarrotada de visitantes, fiquei por três relaxantes horas na área rural da Quinta do Cedro e, em todo esse tempo, dividi o espaço apenas com os animais. Nenhum outro turista apareceu durante esse período, o que foi ótimo pois, tivesse muitas pessoas ali, certamente elas teriam espantado os animais, que ficaram tão próximos a mim.

Por Mateus

Apoio:

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Obrigado

Orlando – FL, Seaworld, 14/10/2016.

Para uma parcela considerável das pessoas do planeta, hoje é o dia de agradecer. Uma tradição muito antiga onde as pessoas, segundo a lenda, deveriam agradecer pela colheita recolhida no ano que se passou. Do contrário, a colheita do próximo ano seria muito ruim. É uma tradição muito antiga, iniciado em 1621 nos Estados Unidos, por colonos de Plymouth em agradecimento à safra de milho após um ano de fome. Progressivamente, o costume foi se espalhando e hoje o dia é comemorado anualmente em toda a América do Norte. Apesar de não ser lembrado no Brasil, o dia de ação de graças é constitucional, instituído em 1949 pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra após os pedidos de um ex-embaixador que se acostumou ao feriado durante o tempo em que atuava nos Estados Unidos.

Posto isso, gostaria de agradecer a você que acessa o 4feel. Não é fácil publicar todos os dias, mas saber que você acessa é o que me motiva. Espero que a colheita seja bem generosa nos próximos 12 meses e que tenhamos ótimos posts durante esse período. Porque apesar de nós, brasileiros, não termos essa tradição, o dia de ação de graças é comemorado há muito tempo por um número expressivo de pessoas… talvez elas tenham razão…

Então, a você:

Obrigado.

Por Mateus

Belo e maldito

Orlando – FL, 14/10/2016.

Provavelmente o mais bonito dos peixes e, futuramente, um possível problema para os banhistas brasileiros. O peixe-leão é nativo do oceano pacífico e é considerado um caçador implacável e, por conta de seus belos e venenosos espinhos dorsais, possui poucos predadores naturais. Aliado a isso, se reproduz facilmente e sua expectativa de vida é de longos 15 anos. Até aí tudo bem, bastaria evitar a aproximação e admirar de longe sua beleza, entretanto, o problema é, literalmente, mais embaixo.

Alvo fácil de criadores de aquários, nos anos 90 alguns exemplares foram soltos no mar e causaram um desastre ambiental no Caribe. Como na região não existia predadores para ele, o peixe-leão se reproduziu incontrolavelmente e fez um estrago no ecossistema de corais da região, não recuperado completamente ainda hoje. Só para se ter uma ideia do tamanho do problema, o estado americano da Florida incentiva a caça do animal e apenas nos primeiros seis meses de 2016, quase 15.000 espécimes foram eliminados em sua costa. No último verão, o terceiro peixe-leão foi encontrado no mar em Arraial do Cabo, litoral norte do estado do Rio de Janeiro, causando preocupação nos ambientalistas.

Ao se deparar com um animal desse durante seu mergulho, não se encante com o balançar de suas barbatanas. Olhe, aprecie com moderação, saia de perto e avise as autoridades, ou caso contrário, nossos recifes estarão em perigo.

Por Mateus

O gato de botas

Três Rios – RJ, 17/06/2016.

Hoje glamourizado por Hollywood, o gato de botas é bem antigo, oriundo de um conto do fim do século XVII. O conto se chama O gato de botas, de Charles Perrault. Nele, é narrada uma história de um irmão caçula que ganha um gato de herança do pai falecido. O animal, percebendo o descontentamento de seu novo dono, pede a ele que lhe dê um par de botas, podendo então mostrar que era muito mais valioso que a herança dos irmãos. Missão cumprida: com muita malandragem, o gato consegue, junto ao rei, a mão da princesa em casamento para o irmão, agora, afortunado. O gato então passou a calçar botas amarradas com fios de ouro.

Como em quase todos os contos, este também foi romantizado. Em versões menos infantis, como a original por exemplo, um homem tranforma um cavaleiro no gato e promete retirar o feitiço caso este lhe traga fortuna. Independente da alegoria, à época as pessoas interpretavam o conto como se o bichano representasse os escravos, que trabalhavam exclusivamente para o enriquecimento dos senhores. Hoje, com a evolução da escravidão, o gato pode ser visto como os trabalhadores, o herdeiro como o patrão e as botas como…

Os donos dos gatos jamais se acharão ricos o suficiente para retirar-lhes as botas. Quando, finalmente, isso acontece, os gatos já estão velhos demais…

Por Mateus